Quem me dera ter calma
acalmar os céus e os meus pesadelos...
Quem me dera ter tempo
para voar e descobrir,
mil sonhos e viver...
Os passos vão-se aproximando e os odores não enganam, entristece-me ser em outro lugar... Queria ser aquilo que tu queres, sem perder de vista o mar e os olhos alcançarem os gestos do sorriso da paixão.
Quem me dera ser outro ser, viver para lá de mim e subir... Esperar por ti, lá no alto... sem a preocupação de uma vida atribulada... um absurdo de ideias invade-me os gostos e penso em ti.
Quem sou eu para ti? Um punhado de gestos fatigados de tanta repetição e ideias de pessoa mal gastas na razão de viver... um amorfo transeunte que se arrasta numa multidão esquecida, de gente amargurada pelos gostos pálidos de um monstro já velho... um pesadelo repensado e petrificado no átrio da morte. A ode esquecida rebenta-se em agonia e os pretéritos incompreensíveis consomem-nos os gostos...
Quem sou eu? Eu apenas sou eu, sou gosto de ti.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Caos de ideias
Com receio de respirar, encostei-me às correntes de vida que gritavam teu menino jeito de ser. Abracei teus sonhos, envolto em utopias e fantasia, sinestesia de pensamentos vagos em torno do meu amor, e os gostos esquecidos, vislumbrados ao longe, correndo meus mistérios esquecidos, recordando imagens vazias e os toques e os meneios e os gestos… os gestos e abandonados à magia de teus palavras. Paladar de meus esquissos, traçados a pincel, escopro e cinzel, mordidos por um odor paradisíaco.
Amargo e aborrecido, me repasto num soalho esquecido pelo pó e correndo parado, penso o esquecimento do que já não é, do que já não somos, do que nunca fomos. Abandono-me nos ventos polares, acorrentado aos meus medos, caio-me em pesadelos perdidos, por sonos já esquecidos, bafejando as velhas janelas, esculpindo segredos já gastos… um sótão disperso, num final remoto, o ranger de meu olhar, consome-me em goteiras infinitas… e o fim tão próximo que já o cheiro e mais um passo e tudo se desmorona num caos de ideias, espraiadas e expatriadas e exiladas e isoladas, em mim… e eu já cadáver, choro-me, arrefeço o soalho. Sou mais um tato de pó em busca da luz, seguindo os sonhos de outrem, morro-me sozinho.
Amargo e aborrecido, me repasto num soalho esquecido pelo pó e correndo parado, penso o esquecimento do que já não é, do que já não somos, do que nunca fomos. Abandono-me nos ventos polares, acorrentado aos meus medos, caio-me em pesadelos perdidos, por sonos já esquecidos, bafejando as velhas janelas, esculpindo segredos já gastos… um sótão disperso, num final remoto, o ranger de meu olhar, consome-me em goteiras infinitas… e o fim tão próximo que já o cheiro e mais um passo e tudo se desmorona num caos de ideias, espraiadas e expatriadas e exiladas e isoladas, em mim… e eu já cadáver, choro-me, arrefeço o soalho. Sou mais um tato de pó em busca da luz, seguindo os sonhos de outrem, morro-me sozinho.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Tons de negro
As consequências de quem se joga e não sabe ganhar. Não lido bem com esta situação. Não sei como jogar, estou perdido, encontro-me descrente. Fácil e difícil, em tons de cinzento fechado, escuro, como um vibrante céu de tempestade… sem rumo, sem calor… longe e triste. Abandonado à sorte de uma roda inquieta, de um sonho que nunca tive. Perdido, desencontrado com a vida. Em tons de negro, borro os odores com sabores amargos… Sem final feliz consomo os meus últimos suspiro de dor. E as lágrimas catapultam os sentimentos perdidos… desperdiçando cada segundo, parado com olhar inconclusivo… esquecido do mundo, acampado às quimeras do além.
Sei o que não descobri, gracejo os dotes de um sonho que já não vivo e derrubo mais um gotejar, despegando-se um rosto amargurado, empobrecido, esquecido, enegrecido, amorfo, morto.
E neste último segundo, encosto-me aos pensamentos, regurgitando ideias vagas… o concreto absurdo ou o perfeito ideal… procuro a solução no fim das linhas… no fim da minha linha… será que valerá a pena continuar, esquecido, são imensos os testes que a vida nos coloca e a solução está ali tão perto, tão simples… quebro-me em mil, coloco-me no cheiro do desaparecimento… questionando-me… degolando-me, afundando-me em sentimentos errantes…
Parte de mim já foi… estará o resto para breve?
Quem sou eu afinal?
Sei o que não descobri, gracejo os dotes de um sonho que já não vivo e derrubo mais um gotejar, despegando-se um rosto amargurado, empobrecido, esquecido, enegrecido, amorfo, morto.
E neste último segundo, encosto-me aos pensamentos, regurgitando ideias vagas… o concreto absurdo ou o perfeito ideal… procuro a solução no fim das linhas… no fim da minha linha… será que valerá a pena continuar, esquecido, são imensos os testes que a vida nos coloca e a solução está ali tão perto, tão simples… quebro-me em mil, coloco-me no cheiro do desaparecimento… questionando-me… degolando-me, afundando-me em sentimentos errantes…
Parte de mim já foi… estará o resto para breve?
Quem sou eu afinal?
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Os dias da gente
Os dias passam e as voltas giram-nos, devolvem-nos à memória os cheiros da infância e dias... dias diferentes, mais tristes, menos vividos...
Um dia não são dias, mas existem dias que marcam os dias da gente... e as forças fraquezas e as tripas coração... e um dia mais triste, em que se esquece que a vida existe...
Estes são os dias tristes que nos refazem, que nos repensam em cansativos suspiros e ânsias de quem nada quis, de quem já não sente nem sabe o que diz...
Comidos pelas gotas da tristeza, aninhamo-nos no escuro da melancolia e tentamos esquecer, apenas esquecer o que se sabe, olvidar os gestos e as repetidas sensações de insegurança... Abraçamo-nos no nada, aspiramos o vácuo, uma vez mais, só mais esta vez, escorrem-se as lágrimas de um rosto regelado. Descrédulos, fitamos o negro vazio... fitamo-lo até um dia em que a gente se sinta diferente...
Um dia não são dias, mas existem dias que marcam os dias da gente... e as forças fraquezas e as tripas coração... e um dia mais triste, em que se esquece que a vida existe...
Estes são os dias tristes que nos refazem, que nos repensam em cansativos suspiros e ânsias de quem nada quis, de quem já não sente nem sabe o que diz...
Comidos pelas gotas da tristeza, aninhamo-nos no escuro da melancolia e tentamos esquecer, apenas esquecer o que se sabe, olvidar os gestos e as repetidas sensações de insegurança... Abraçamo-nos no nada, aspiramos o vácuo, uma vez mais, só mais esta vez, escorrem-se as lágrimas de um rosto regelado. Descrédulos, fitamos o negro vazio... fitamo-lo até um dia em que a gente se sinta diferente...
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Em cima do joelho
Em cima do joelho torna-se mais difícil... prever não é uma arte oculta, é a pura ciência da não dependência de terceiros... quem escolhe errar, tem prazer no erro... quem não tem habilidade, deixa para quem sabe...
Quando nos defendemos com terceiros, foi porque deixamos chegar até esse nível, não fomos capazes de ter um plano de contingência, quando assim é, temos de repensar... quando não repensamos e erramos novamente, apenas significa que não somos suficientes para a dimensão que queremos dar às coisas... devemos aprender e crescer, pois se não sabemos crescer seremos sempre os pequenos que se apresentam sempre com as mesmas frases, com o mesmo discurso, um discurso já ouvido, já cansado de tanto se repetir e de ser enrolar nas falas, num palato aborrecido e amorfo...
O joelho vai ficando cansado... e a paciência também...
Quando nos defendemos com terceiros, foi porque deixamos chegar até esse nível, não fomos capazes de ter um plano de contingência, quando assim é, temos de repensar... quando não repensamos e erramos novamente, apenas significa que não somos suficientes para a dimensão que queremos dar às coisas... devemos aprender e crescer, pois se não sabemos crescer seremos sempre os pequenos que se apresentam sempre com as mesmas frases, com o mesmo discurso, um discurso já ouvido, já cansado de tanto se repetir e de ser enrolar nas falas, num palato aborrecido e amorfo...
O joelho vai ficando cansado... e a paciência também...
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