domingo, 25 de novembro de 2007

Aqui sonho

Perco a conta às sensações, aos estoiros de vida às nossas emoções e por vezes o que julgamos banal... é só a coisa mais bela do mundo...
Derrame de uma pintura feliz, que corre por nós a baixo e transporta-nos para a dimensão mais real do sonho… a irrealidade, uma quimera imensa transbordando de magia pouco mágica, mas sentida nos pensamentos de quem se devaneia, quem se esconde a pensar em ser feliz… porque existe gente que ainda ousa algo de bom…
A felicidade não é só um anúncio, a felicidade existe… para aqueles que não se abotoam ao passado na ânsia de inovar o futuro…
E o mundo corre, rápido, voltando-se a si mesmo, correndo no tempo parado para este meu sonho… aqui estou… continuo… vivo aqui para mim e sonho com tudo isto… penso e cavo aqui mais um pouco, trilho esse sonho, essa estrada… aqui, a descoberto das tempestades, contra meus pesadelos… e aqui eu sonho.

sábado, 17 de novembro de 2007

Só tu...

Agarrado ás boas recordações
Num leito de felicidade
Vendo te chegar radiante
Alegremente te sinto

Na noite solitária
Fico na pensativa janela
Sonhando um eu e tu
Naquele quadro de amor pintado

Só tu… Amorosa
Dona de minha vida
Doce e gostosa

Pergunto ao céu
Realidade ou imaginação?
A certeza és tu, anjo meu

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Viver-me mais

Eu vou alcançar-me… vou chegar-me e sentir-me… sonhar-me e pintar-me de cor e alegria e ser mais eu… pois sem mim não sou como quero ser. Viver-me... compensar os sonhos falhados com amor e alegria. Salta-te, fora de ti e sonha para mim, faz-me teu e sonha-me de novo. Trata-me e cuida-me… para poder alimentar-me em teus devaneios.
Sorrisos e cores mágicas… vem daí, vem viver-me mais…

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Depressão

Como se descreve uma depressão... como sei se estou deprimido... eu hoje sinto-me deprimido... mas não sei se estou... quem me diz que é estar deprimido? Será apenas tristeza? Hoje é um daqueles dias em que nada é está certo... onde todos estão contra nós... e nós temos as certezas das coisas... parece que tiraram o dia para chatear... Um dia onde até as palavras tiraram férias... onde esboço sorrisos de... de palavras ocas, as que me faltam na descrição... melancolicamente penso em mim e perco-me em mim... onde me choro e me mato, vagueio-me e perco-me. Penso e dói... e corro e fujo e paro e penso e dói... e volta tudo...
Deprimido e sozinho... abandonado à sorte de cada azar, de cada porta, cada pesadelo de vida que me mata e me consome a alma e os sabores e os cheiros e tudo o que já não tive e aquilo que já perdi e onde não sei se estou e corro e fujo e paro na dor... uma auto-flagelação de cores e visões atrozes...
Corroído meu sonho, encontro-me deprimido… mais um dia esquisito…

domingo, 16 de setembro de 2007

A Balada...

De partida para mais um ano... A balada de meus sonhos... todos aqueles pesadelos dos passados ainda presentes, mas a certeza de um futuro diferente e mais estável... algo que me posso agarrar. Uma relação de pura entrega... algo inexperimentado antes, mais que um sonho, uma realidade, testada aos limites da loucura e do sentimento...

Pois no abrasar de uma nova realidade afira todas aquelas palavras outrora ditas e sentidas.

Sei que sabes que sim, a balada é tão-somente mais uma razão de te provar e saborear o doce regresso em mil pétalas descansado...

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Eu assim sem ti, sou só, triste e cego

Eu...
Sombreado de pesadelos
Sonhos dum desreal
Tenso e extenso

Assim...
Como no prato sujo
Trinco o céu esperançoso
Na incerteza dum fado

Sem ti...
Aqui perto de mim
Na minha estrada
Nos meus sonhos perdidos

Sou...
Convergente de tristeza
Tão diferente como o igual
Inalegre assim...

...
Constringido ao nada
Abraçado ao vácuo
Pestanejando água

Triste...
Vida de um salvador
Sem gente salvar
Num até sempre

Cego...
Por um amor
Uma inexistência de vida
Uma amarga teimosia