Cabisbaixo, mergulho-me num sentimento perdido... perco-me no esquecido, mostro-me e desvalorizo-me. Diante teu retrato, acho-me em apartes, construídos numa parte esquecida e remota, no canto de uma vida, perdida... cheia de acções e ficções, de sonhos que nunca tive, de amor que nunca vivi, que não conheci, que não te conheci.
Olho-me num espelho, num lugar de vida... matéria morta, enterrada num esguio sentido de mim mesmo, empoeirando os desejos de outrora... esquecer é o verbo mais coerente.
Presencio em desejos os monstros de um armário, de um pesadeloso armário... meu macaco de sótão, perdido e triste, sem vontade de me ver. Avidado, sem noção de presente, presenteio-me com os melhores, destacando-me entre os piores, entre os retratos perdidos, nas molduras cabisbaixas e no canto, aparte da realidade, vivo uma ficção, um desejo que tudo volte ao que nunca foi. Amei, vivi, mas não conheci... sonhei ser visto, mas eu é que estava cego.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Conta-me a nossa vida
Ainda te cheiro, ainda te sinto… ainda existes em mim... renasce-se um sonho que se esvai, que vem... que me consome e extingue-se...
Contas-me pesadelos magníficos, em fadas expostos e cosidos com um doirado filamento, negro em esperança... sentindo um olhar que jazia ali... ao fundo da nossa rua.
Juntos, fortes... corações de emoções e fortes pensamentos... anjos e canções de outrora, relembram este amar, consomem os pensamentos meus e tudo o que nunca vivi. Cansado de viver, limito-me a vaguear, ecoo-me em ilusões e devaneios... ainda te procuro.
Premissas de vida... paciência e devoção, construtivo pesar de utopias envoltas num carregado desejo de me ter, de voltar à linha da frente, esperar-me na estação... de um comboio abandonado, esquecido, deambulando em linhas restritas... construídas para mim, carris... sonhos controlados, meu par, minha felicidade.
Construção de uma vida. Ouve-me... meu lamento, a mim... estou vivo... ainda te sinto, já não me minto, existo ainda em mim... e carrego-me até aos teus passos... sou mais que isto, sou eu... conta-me vida... como te recriaste, como me amaste... como nos fizemos... Conta-me.
Contas-me pesadelos magníficos, em fadas expostos e cosidos com um doirado filamento, negro em esperança... sentindo um olhar que jazia ali... ao fundo da nossa rua.
Juntos, fortes... corações de emoções e fortes pensamentos... anjos e canções de outrora, relembram este amar, consomem os pensamentos meus e tudo o que nunca vivi. Cansado de viver, limito-me a vaguear, ecoo-me em ilusões e devaneios... ainda te procuro.
Premissas de vida... paciência e devoção, construtivo pesar de utopias envoltas num carregado desejo de me ter, de voltar à linha da frente, esperar-me na estação... de um comboio abandonado, esquecido, deambulando em linhas restritas... construídas para mim, carris... sonhos controlados, meu par, minha felicidade.
Construção de uma vida. Ouve-me... meu lamento, a mim... estou vivo... ainda te sinto, já não me minto, existo ainda em mim... e carrego-me até aos teus passos... sou mais que isto, sou eu... conta-me vida... como te recriaste, como me amaste... como nos fizemos... Conta-me.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Sorriso das estrelas
Como a lua cheia de Agosto, tão quente e carinhosa... salientes seus sonhos, envoltos num mágico corar de alegria e num gáudio de mil sonhos, em mil e uma noites se derrete... pura e amorosa.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Tristeza
Os sonhos também morrem, os deuses nem sempre nos querem o melhor.
Arde-nos e custa-nos, mas a dor... a dor.
Hoje infeliz.
Arde-nos e custa-nos, mas a dor... a dor.
Hoje infeliz.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A dor
Dores... cores escuras e dores. Desertos de sedes salgadas, de quentes precipícios, construídos sobre areias móveis, sonhos despedaçados... quimeras impossíveis. Dores.
Inquestionáveis impossibilidades, beijos vácuos em pesadelos ganhos, faltas e presenças esquecidas. Areal de pensamentos ocos que se mastigam revezadamente, bastante salgados, os doces tormentos. Gáudios desejos mortos em construções esquecidas, uma presença vácua, oca de beijos, atónica, negro e cores impossíveis... cores móveis de dores quentes, uma sede impossível. Matas-me. Despedaças-me. E ali, esquecido, no areal, escuro, entregue à dor.
Mataste-me em dores.
Inquestionáveis impossibilidades, beijos vácuos em pesadelos ganhos, faltas e presenças esquecidas. Areal de pensamentos ocos que se mastigam revezadamente, bastante salgados, os doces tormentos. Gáudios desejos mortos em construções esquecidas, uma presença vácua, oca de beijos, atónica, negro e cores impossíveis... cores móveis de dores quentes, uma sede impossível. Matas-me. Despedaças-me. E ali, esquecido, no areal, escuro, entregue à dor.
Mataste-me em dores.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Meu fogo
Razões e razoáveis... quem saberá? E quando cerro os olhos... onde estás? De onde vens...
Sabes o que é isto? Concedes-me todos os meus desejos... não me acredites... preciso de ti por inteiro... consegues sentir-me? Não me acredites, ninguém precisa mais de ti que eu, quero-te por inteiro.
Só tu percorres minha mente, só tu preenches meu coração. Consegues sentir-me? Deixa-te de jogos, consome-me... sente o latejar do nosso coração... envenena-me de prazeres... consome-me... quero-te.
Meu fogo, minha paixão... anseio-te... completa-me.
Sabes o que é isto? Concedes-me todos os meus desejos... não me acredites... preciso de ti por inteiro... consegues sentir-me? Não me acredites, ninguém precisa mais de ti que eu, quero-te por inteiro.
Só tu percorres minha mente, só tu preenches meu coração. Consegues sentir-me? Deixa-te de jogos, consome-me... sente o latejar do nosso coração... envenena-me de prazeres... consome-me... quero-te.
Meu fogo, minha paixão... anseio-te... completa-me.
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