domingo, 22 de abril de 2007

Espelho-Te

O teu eco
Essa maravilhosa cópia
O teu segundo tu
Teu reflexo de semelhança

Que faço? Que digo?
Mas não és tu
Será uma ilusão?
De repente tão tu

Esquivou, já não está
Eras tu?
Era espelho…
Tão doirada, tão teu ser

Porque me fazes isto?
Quem és afinal?
És meu desejo, meu sonho…
O mel de minha quimera

Vem daí, salta-o…
Alumia-me o caminho
Esse trilho que anos crêem
A estrada da felicidade

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Amizade

Este é dedicado a todas as pessoas que realmente belam a sua amizade:

Sinto-te cada vez mais
A proximidade já me consome
Tua disponibilidade e afecto
Atas-me de alegria

O sentimento que nos une
É ligado por força divina
Um sentimento hercúleo
Que alimenta meu coração

O toque de tuas palavras
Queimam-me de emoção
Ardem-me o espírito
Chamuscam-me a alma

Mata-me a fome
Este vazio que me tortura
Saltas das letras, libertas-me
Ajuda-me a ser mais eu

Uma felicidade constante
Com esse sorriso angelical
Toca-me com tuas fadas
Meu doce algodão

Até à próxima (=

terça-feira, 3 de abril de 2007

Grito

Como se fosse um espasmo... uma sensaçao de leveza...
Um sopro de vida... um ahhhhh de emoção!
Um choro... uma tristeza... a minha tristeza, o meu choro...
Como se grita a tristeza? Como se eleva a morte de um sentimente tão feliz?
"Jaz morto e arrefece" o sentimento que padeceu de inalegria, uma gota de vida que se vai na corrente destinada ao grande e profundo fado meu... ao infortunio de um final mais que certo, mais-que-perfeito...

E agora choro-te num grito de dor
Uma voz que não esquece
Aquela chama... funde-se
E mil ventos sopram mortos
Meus sentimentos, já esquecidos
E ainda grito mais e mais

Surdo...
Roco de vida
Fundeando a firmeza

Deito-me pesadeloso
Neste leito de morte

Até à próxima =(

sábado, 31 de março de 2007

Mais perto, o mais correcto

Começo a suspeitar que algo não está bem… sabem... quando parece que tudo corre bem!? E parece que nada vai correr mal, sabem essa sensação?
Pois bem… eu “me” assim sinto… Até os meus cozinhados… tudo sai bem…
Tenho medo de cair, enlamear-me nas nuvens que me rodeiam e sentir flutuar na fantasia de um perfeição que não sei se é real…


Escrevo de saudade… não de tristeza…

Sente-se coisas boas e más, é a vida que podemos ter, sangramos e voltamos a sangrar, cicatrizamos as nossas doenças… e a cada sonho corresponde-se uma realidade que quase sempre pesadela-nos tão rapidamente, que nem a sentimos…

Sonhos e devaneios que exigimos nas noites de solidão…

Mas a minha realidade se difere… é mais sonhada que a ficção, é um “Sonho de menino”, como se escreve na canção. É pura e aperfeita-se a cada segundo, sonho-te nesta minha realidade e mil saudades me trespassam este pobre rubro coração…
Sinto-te tão perto e tão longe… como quando febris sentimos um falso frio ou um calor arrepiante…


Como escrevia… tudo corre bem… e que dure muito… pois é como a história nos conta… “Depois da tempestade vem a bonança” (e vice-versa)!


Sinto-te mais perto… e isso, isso é certo…


Até à próxima =)

quinta-feira, 8 de março de 2007

Devaneios de menino

Descaminhando desde o alto da sé, encontro-me perdido neste sumido cercado de sonhos e realidades que se misturam, pernoitam e sonham-se…

E mais se perde neste sinuoso pesar de consciências e medos… onde os sonhos nos trincham com aguçadas marcas… agulhando-nos a alma e tudo o que nos resta e quando mais nos precisamos, eis quando nos perdemos na intrincada rede de sentidos e mergulhos insonsos… pesadelosos passos em direcção a um vácuo de vidas, onde penosas almas sentem-nos e trespassam-nos com seus ardis e engodos de embaio…

Perdendo as estribeiras, sentimo-nos na voz do demónio em afunilados e tremendos sons de morte e desespero…

Mas quando… nos surge aquele sorriso inocente… aquelas cara gradeada por um muro que separa a pureza da realidade… por entre o alvo ferrado e perpendicular… aquelas sorridentes bocas que nos “Senhoram” pela bola perdida… e toda a vida ganha uma nova cor com aquelas pedintes e quentes almas… Satisfação de um solarengo dia… os pequenos rebeldes, atletas de bola… E um simples gesto… um meneio do pé… por cima da vedação… e nos “Senhoram” mais um pouco, no meio de gestos e felicitações sentimos de novo o gáudio juvenil… quando tudo se pensava para aqueles trinta minutos de prazer… onde o elemento feminino era gozado com uma perfeição infantil… aquela bola, que por vezes podia ser mais curta, em forma de disco ou mesmo imaginária...

Sonhos… devaneios de menino… onde tudo é criado e tudo é possível, o que se aprende é real, onde as dificuldades são fáceis de se facilitar… os mais belos dias de um ser terrestre, os mais belos sonhos e momentos de realidade… os tais que quero reviver…


Até à próxima =/

segunda-feira, 5 de março de 2007

Saudade

Quem diria que a noite cai tão rápido
Longe de ti tudo parece distante
Grande se faz o escuro
Toda a lua coberta pelo insensível

A noite já não espalha a magia
Aquela de outros tempos
Onde a lua nos sorria

Inalo flores esperançosas
Aguardo que saias do perfume
Venhas para o exterior
Para o meu interior

Aninha-me em teu véu

Pergunto-me que necessitas
Oiço o vazio…
Meu amor não te chega

Mais uma vez não consigo

Alcanço-te com a vista
Mas o toque dispersa-se
Teu odor que não esqueço
Vive em meu coração
Até à próxima =P